Horário: De terça a domingo. Das 09h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00

Escultura

Escultura

Oriundo, na sua grande maioria, dos conventos extintos da região transmontana, o acervo de escultura antiga do Museu do Abade de Baçal, embora reduzido, compreende peças de um alargado âmbito cronológico.

A mais antiga obra de escultura, uma Virgem com o Menino, proveniente da Igreja de São Vicente, data provavelmente do século XV – apesar do estofado e da policromia serem já do século XVIII. Esta obra apresenta traços associados ao naturalismo gótico, nomeadamente a sinuosidade contida da silhueta, a fluidez dos pregueados, a fronte alta e elegante, o rosto amendoado ou a graciosidade das mãos.

De entre a escultura sacra da coleção do Museu, são ainda de assinalar a presença de um Santo Franciscano (século XVI), ou uma outra Virgem com o Menino (século XVII), esta de produção local, como o denota um traço menos erudito.

As orientações emanadas do Concílio de Trento (1545 – 1563), no âmbito da Contrarreforma, reforçaram a crença no culto dos santos, das imagens e das relíquias. Destas últimas, que em Portugal tiveram grande proliferação, o Museu do Abade de Baçal conserva um impressivo conjunto de doze bustos relicário, de proveniência não identificada (mas possivelmente do Colégio dos Jesuítas da cidade de Bragança), certamente originários numa capela-relicário. Destaque ainda para um crucifixo de assento, seiscentista, ou para a figura de São Bento, já do século XVIII, que provavelmente pertenceu ao Convento de São Bento desta cidade.

Também de reduzida dimensão, mas significativa importância, é o conjunto de três obras em marfim, representando o Menino Jesus Bom Pastor, o Salvador do Mundo e o Batismo de Cristo. Estas peças integram-se num esforço de evangelização levado a cabo pelos portugueses no oriente, e mais especificamente em Goa, de onde deverão ser provenientes as peças em causa, datadas dos séculos XVII / XVIII.

Da escultura oitocentista (ou setecentista?) são de destacar peças como o Rei David-Relicário, ou a escultura, exposta na capela, de Santa Ana, a Virgem e o Menino. De finais do século XVIII são as esculturas, de notável elegância e produção provavelmente lisboeta, da autoria de um mesmo escultor, de Santa Teresa de Ávila e de São José e o Menino.